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20 de Setembro de 2018
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    Bolsonaro derruba rejeição e vai a 26%; Haddad empata com Ciro no Nordeste e chega a 10%, mostra XP/Ipespe

    Folha Política
    Publicado por Folha Política
    há 6 dias
    Uma semana após ser vítima de um ataque a facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem em relação aos adversários na corrida presidencial e viu sua taxa de rejeição deixar de ser a maior entre os candidatos. É o que mostra pesquisa XP Investimentos/Ipespe, realizada entre 10 e 12 de setembro. Segundo o levantamento, o parlamentar saltou de 23% para 26% das intenções de voto no intervalo de uma semana e agora está 14 pontos percentuais à frente de Ciro Gomes (PDT), adversário mais bem posicionado na disputa. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
    Na semana em que foi oficializado candidato - substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) chegou a 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O desempenho representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior e um salto de 4 pontos comparando com levantamento de duas semanas atrás. Com esse desempenho, Haddad aparece tecnicamente empatado com outros três candidatos na corrida presidencial: o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que, em tendência de alta há três semanas atingiu seu maior patamar da série histórica, aos 12%; o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que apesar da larga vantagem em tempo de propaganda no rádio e na televisão, não consegue sair dos 9%; e a ex-senadora Marina Silva (Rede), que dá sinais de desidratação ao sair de 13% há duas semanas para 8% agora. Entre os fatores que contribuem para o salto de Haddad nas últimas pesquisas, destaque para o bom desempenho entre faixas do eleitorado em que o lulismo é mais forte, caso dos nordestinos, grupo em que o petista saiu de 5% no fim de agosto para 19%, em condição de empate técnico com Ciro Gomes, líder na região com 21% das intenções de voto. Haddad cresceu para 15% entre os eleitores com Ensino Médio ou Ensino Fundamental. Há duas semanas, o apoio deste grupo ao candidato era de apenas 4%. Já na faixa com renda de até dois salários mínimos, o ex-prefeito paulistano foi de 4% há duas semanas para 10%. Em outro pelotão, outros quatro candidatos também pontuam. O empresário João Amoêdo (Novo) e o senador Álvaro Dias (Podemos) têm 4% das intenções de voto cada, tecnicamente empatados com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), com 2%, e o historiador Guilherme Boulos (PSOL), com 1%. Pela limite da margem de erro, de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, Amoêdo e Dias também estão tecnicamente empatados com Marina Silva. Já o grupo dos brancos, nulos e indecisos agora soma 23% do eleitorado, uma queda de 4 pontos em relação á semana anterior. A pesquisa XP/Ipespe mostrou que o apoio a Bolsonaro também cresceu no cenário espontâneo, quando o entrevistado diz em quem pretende votar sem que lhe sejam apresentados nomes de candidatos. Nesta situação, o deputado tem 20% das intenções de voto. Uma semana atrás a taxa era de 16%. Logo atrás aparece o ex-presidente Lula, que, mesmo impedido de participar da disputa em função da Lei da Ficha Limpa, é citado por 9% dos eleitores. O ex-presidente chegou a 19% dos votos espontâneos há duas semanas. Já Ciro Gomes aparece com 6% das indicações espontâneas de voto, numericamente à frente de Haddad, com 5%. Alckmin tem 4% neste cenário, ao passo que Amoêdo tem 3% e Marina tem 2%, mesmo percentual de Álvaro Dias. Neste caso, o grupo dos "não voto" representa 47% do eleitorado, o que ainda indica o grau de imprevisibilidade desta eleição. O levantamento também mostrou que, a três semanas do primeiro turno, cresceu o interesse pela eleição presidencial. Agora, 59% dos eleitores se dizem muito (34%) ou mais ou menos interessados (25%). Uma semana atrás a soma desses grupos representava 52% do eleitorado. A faixa de eleitores que se diz desinteressada com o processo, por sua vez, minguou de 26% para 21%.
    Confira os cenários de primeiro turno para a corrida presidencial testados pela pesquisa:
    Pesquisa espontânea: sem apresentação de nome dos candidatos

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